Beira Meu Amor

A Beira foi o grande amor da minha vida. Recebeu-me com seis anos, em Novembro de 1950 e deixei-a, com a alma em desespero e o coração a sangrar, em 5 de Agosto de 1974. Pelo meio ficaram 24 anos de felicidade. Tive a sorte de estar no lugar certo, na época certa. Fui muito feliz em Moçambique e não me lembro de um dia menos bom. Aos meus pais, irmão, outros familiares, amigos e, principalmente, ao Povo moçambicano, aqui deixo o meu muito obrigado. Manuel Palhares

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segunda-feira, maio 29, 2006

Reflexões de uma 2.ª feira


Meu caro Blog, meus caros amigos,

1- Olá! Ando um pouco desnorteado nestas andanças informáticas e virtuais. Tomei a nuvem por Juno e as coisas, aqui, não se passam do mesmo modo que no mundo real. Aqui as coisas têm outra dimensão. Como não existem medidas espaciais, temporais ou outras quaisquer, imaginamos as pessoas como quisermos: em tamanho, em idade, em ética e em intelecto . E, muitas delas, para não ficarmos desiludidos com a nossa imaginação, tomam-se de importância tamanha, que nos sentimos pigmeus ao pé de gente que se autodeifica. Então neste submundo dos blogs a coisa chega a atingir foros de um tal ridículo, que faz com que nos interroguemos se não andará por aqui patologia para ser analisada pelos seguidores de Freud.

2 - Timor - Em Timor grita-se por Portugal, apupa-se a Austrália e pede-se a nossa GNR. Sempre me pertubou imenso toda a problemática de Timor e sempre senti uma profunda vergonha pelo comportamento de Portugal para com aquela ex-colónia. A única vez que me senti bem de consciência, em relação ao nosso comportamento nacional, foi na recepção que a população de Lisboa fez ao seu bipo D. Ximenes Belo, quando visitou Portugal após os acontecimentos que ocorreram naquele território e que levaram à criação do Estado Timorense.

3 - A nossa Selecção de Sub-21 - Até parecia que eram heróis de algum feito que honrasse a Pátria e nos enchesse de orgulho nacionalista, tal a saudação que receberam, no final, do público que assistiu ao desafio de futebol em Guimarães. Estavam todos esquecidos que a selecção estava ali para disputar o Campeonato da Europa, a jogar em casa com o apoio do seu público, e que ao fim do tempo regulamentar dos 3 jogos de apuramento para a fase seguinte - 270 minutos - não tinha conseguido marcar um único golo. Ninguém quer ver que o rei vai nu, no futebol e em outras coisas e depois queixam que a vida está difícil.

4 - De livros, o passado fim-de-semana e o princípio desta semana, que hoje começa, foram razoáveis. Senão vejamos:

a) - António Aleixo - Este Livro Que Vos Deixo... Volume I, 19.ª edição, Lisboa, 2005, Casa das Letras (o novo nome da Editorial Notícias);

b) - António Aleixo - Este Livro Que Vos Deixo... Inéditos - Volume II, 14.ª edição, Lisboa, 2005, Casa das Letras;

c) - Carlos Gil - Xicuembo - 1.ª edição, Coimbra, Maio/2005, Pé de Página Editores, Lda.;

Agora, caro blog, caros amigos, tenho que ler isto tudo e, depois, compartilhar convosco as minhas impressões sobre o que tiver lido.

Mas para não ficarem aguados, aqui vos deixo as quadras que constam da contra-capa do 1.º volume da obra de António Aleixo.

Sei que pareço um ladrão...
Mas há muitos que eu conheço
Que, sem parecer o que são,
São aquilo que eu pareço.

Sou humilde, sou modesto;
Mas, entre gente ilustrada,
Talvez me digam que eu presto,
Porque não presto pra nada.

Eu não tenho vistas largas,
Nem grande sabedoria,
Mas dão-me as horas amargas
Lições de filosofia.

Tu não tens valor nenhum,
Andas debaixo dos pés,
Até que apareça algum
Doutor que diga quem és.

António Aleixo

Com amizade,

Manuel Palhares

Odivelas, 29 de Maio de 2006.

8 Comments:

Blogger Isabel Ribeiro said...

Manel
Teu falar é tão claro.
Teu pensar é comum
Quem por estas artes da net andar
E não estavesse habituado.
É um mundo novo
Um novo modo de estar
E a ele devo a sorte
Muita gente boa ter encontrado
Novos Amigos arranjei,
Passaram vidas ao meu lado
E hoje aqui os encontrei...
Quase me pareceu por milagre
E Aleixo em seus versos,
São exactamente o que sinto,
Mas não o saberia dizer tão bem.

É tudo que de momento
Consigo agora dizer,
Muito mais ficou em mente
Volto aqui tarde
Quero falar mais contigo,
Pois te sinto distante
Me soubeste conquistar como Amiga
Fico então responsável
Por não deixar, morrer
Nem se apagar essa chama,
Sentimento tão Importante
Nesta Vida pergrina.

Um beijinho
Isabel

terça-feira, maio 30, 2006 11:08:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Manel
Já estranhava o teu silêncio.
Gostei das tuas reflexões de uma 2ª feira mas não serão as mesmas de todos os dias?
Um abração.
M.Costa

terça-feira, maio 30, 2006 1:40:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Temos uns dias mais filosóficos que outros! acho que sim!!
beijos
MManuel

terça-feira, maio 30, 2006 5:18:00 da tarde  
Blogger Manuel Palhares said...

Isabel,

Já te respondi ontem, mas fiz asneira, porque não está cá nada.
Não se passa nada comigo, excepto o calor de cá, com o qual não me dou bem.
Um beijinho,

Manel

**********************************

Costinha,

Ontem fiz asneira pois a resposta que te dei não está cá.
É como dizes, são as mesmas reflexões de todos os dias. Cocuanices!
Cá recebi no G-mail as prendas que me enviaste. Obrigado.
Um abraço,

Manel

**********************************

Maria Manuel,

A resposta que aqui escrevi ontem desapareceu, por certo por asneira minha.
Já me fizeste rir! É isso mesmo: foi um dia de filosofias.
Um beijinho,

Manel

quarta-feira, maio 31, 2006 3:44:00 da tarde  
Blogger Isabel Ribeiro said...

Manel

Asneiras...
Três asneiras num só dia?
Quem diria,
Que com vossa sabedoria
Conseguiria fazer tanto
Em tão pouco...
Asneiras não se fazem assim,
São lapsos por pouca energia.
O calor trás o sol,
A luz,
A alegria,
Mas com ele vem também
O incomodo do suar,
Afoguear,
Mal estar,
Não nos deixa respirar.
Três asneiras num só dia...
É obra que gasta energia.
Então será asneira?
Ou asneira é não as fazer?
Porque já nem se consegue fazer...
Três asneiras num só dia...
Foi obra de quem tem muita energia.

Beijinhos
Isabel

Senhor!!!!
Graças, vos dou
Pelo nascer do dia.
Graças, vos dou,
Pelos Amigos.
Pelo Céu,
Pela Terra,
Mil graças vos dou,
Senhor...

(Hino que canto, ao sair para o trabalho, cujos os versos esqueci,
e outros então arranjo)...

quinta-feira, junho 01, 2006 9:46:00 da manhã  
Blogger Manuel Palhares said...

Isabel,

Hoje estás muito filosofa, muito bem.
Gostei da tua oração.
Espero qie tenhas tido um bom dia profissional, hoje que se comemora o Dia Internacional da Criança.
Um beijinho,

Manel

quinta-feira, junho 01, 2006 2:59:00 da tarde  
Blogger Laurentina said...

Menino Manel Palhares , vim só de visitinha de médico ... para a próxima virei com mais vagar , trarei uma garrafita de maduro mais uns bombons p'ra mastigar ... coisa boa concerteza .
Toca a saír do cadeirão para me ir visitar ...é já aqui ao lado carago!!!
Beijão

sábado, setembro 30, 2006 1:57:00 da manhã  
Blogger Manuel Palhares said...

Olá Laurentina,

É um prazer ver-te por aqui.
Eu já visitei o teu blog "Marginal Zambi", logo no dia que soube da sua existência e deixei lá um comentário em 18 de Agosto. É claro que lá voltarei!
Um beijinho,

Manel

segunda-feira, outubro 02, 2006 3:13:00 da tarde  

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