Beira Meu Amor

A Beira foi o grande amor da minha vida. Recebeu-me com seis anos, em Novembro de 1950 e deixei-a, com a alma em desespero e o coração a sangrar, em 5 de Agosto de 1974. Pelo meio ficaram 24 anos de felicidade. Tive a sorte de estar no lugar certo, na época certa. Fui muito feliz em Moçambique e não me lembro de um dia menos bom. Aos meus pais, irmão, outros familiares, amigos e, principalmente, ao Povo moçambicano, aqui deixo o meu muito obrigado. Manuel Palhares

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Localização: Odivelas, Lisboa, Portugal

terça-feira, maio 02, 2006

Do Largo do Município até à Praça da Índia - III


3.ª Parte

A muito custo e com o Luís Paula Campos e o Paulo Barreto a tentarem pôr um pouco de ordem naquela barafunda, lá deixamos o Pavilhão da Mocidade Portuguesa, depois de termos estado por ali bastante tempo. Porém, não ia ser fácil dar um andamento ligeiro ao nosso passeio, porque uns passos mais à frente estávamos em frente ao Hospital Rainha D. Amélia e começou de novo a confusão.
- Eu nasci aqui! - disse alguém. Foi o que bastou.
- Está lá calado! - disse outra. - Eu nasci aqui primeiro, porque sou mais velha.
- E eu vim cá apanhar uns pontos, quando caí do muro de minha casa - disse ainda outro.
- E eu vinha cá às consultas, quando era pequenina disse a Isabel Ribeiro. - Até foi o Dr. Gonçalves Dias que me curou da papeira, fiquem a saber.
- Minhas senhoras, meus senhores, tenham paciência, mas temos que continuar. Não podemos demorar tanto em cada sítio - exclamou o Luís, já com os pêlos do bigode eriçados. - Não se esqueçam que amanhã temos que nos levantar cedo para a visita ao Dondo e ao Mafambisse - dizia, enquanto consultava o plano da nossa excursão a Moçambique.
- Ó pá, estás a falar para o boneco - retorquiu o Costinha. - Ninguém te está a ouvir. Parecem uns putos, não estás a ver?!
- Então, tu que és mais velho, vê lá se consegues que esta malta ande e não páre de minuto a minuto - dizia o Luís, habituado que estava à disciplina, pois era oficial do exército de profissão.
- Isto são muitos anos de saudade recalcada, muitos nós na garganta e também, porque não dizê-lo, muitas lágrimas - rematou calmamente o Costinha.
Lá conseguimos chegar ao próximo cruzameto, onde o muro do hospital "dobrava" para a esquerda até à Rua Correia de Brito, com a Casa Funerária lá ao fundo, em frente ao Campo de Golfe da Beira. Para a direita, aquilo a que os beirenses antigos chamavam de Rua das Casuarinas, a qual nos levava, lá mesmo ao fundo, até ao ATCM e ao Grande Hotel, com a recente Mexicana mais ou menos a meio. Ainda neste cruzamento, a Farmácia ? do Dr. Tzitzivacos.
- Vamos, vamos! Nós já alugámos autocarros para uma volta pela Beira. Hoje a volta é até à Praça da Índia e a pé, por isso temos que nos despachar - dizia o Paulo Barreto, que não cabia em si de contente, recordando-se que tantas vezes por ali tinha passado a caminho do Colégio das " Ma méres".
Passado este cruzamento, foi rápido até chegarmos ao próximo - o cruzamento da Avenida da República com a Rua Sancho Toar. Aqui a algazarra foi mais do que muita. Porquê? Porque aquele era de novo um cruzamento que trazia à memória emoções difíceis de controlar. Ali, mesmo na esquina, perante nós, o Colégio Nossa Senhora dos Anjos, um ícone da Beira. Para a esquerda, pela Rua Sancho Toar, o seu muro ia até ao fim do quarteirão, dando a volta para a rua de trás, a Rua Governador Augusto Castilho. Pela Avenida da República, as instalações do colégio estendiam- se até à Praça Almirante Reis, onde se situa o Cinema S. Jorge.
- O meu colégio, o meu colégio! - pulava de contente o Paulo Barreto.
- Qual seu colégio, qual quê?! Era o que mais faltava - quase gritava a Odília, arregalando muito os olhos para o Paulo Barreto. - Eu andei aqui dez anos, está a ouvir? Se o colégio é de alguém, é meu. Olha o catraio, não querem lá ver?!
O Luís, com vontade de se rir, pôs "Um ar grave e sério" - onde é que eu já ouvi isto? - e no seu timbre de Tenente Coronel, com muito esforço, lá consegiu dizer:
- Minha senhora, tenha calma. O colégio dá para todos... - mas calou-se logo com o olhar que a Odília e outras meninas lhe deitaram.
O pior é que, para aumentar a confusão, desta esquina também se avistava, do lado direito, lá mais para o fundo da Rua Sanche Toar, as primeiras instações do Liceu Pêro de Anaia. O Liceu só ali funcionou, provisoriamente, de Setembro de 1956 até Janeiro de 1959, durante dois anos e quatro meses, até se concluirem as instações definitivas em Matacuane. Do lado esquerdo, a Rua Sancho Toar leva-nos até à Rua Correia de Brito, já anteriormente referida, a qual, juntamente com o Campo de Golfe, do lado esquerdo do sentido que levávamos, nos acompanharam até quase à Praça da Índia.
E a muito custo lá chegámos ao Cinema S. Jorge, com o lindo jardim da Praça Almirante Reis à nossa esquerda.
- Eh malta! Foi aqui, foi aqui! - explodiu o Victor "Hunter".
- Foi aqui, o quê? - questionámos nós.
- Então foi aqui que eu fui actor, na peça infanto-juvenil "No Reino Sonhador do Rosival", foi aqui que vivi os melhores tempos da minha vida e fiz amizades sem fim, que ainda duram até hoje...


Manuel Palhares

Odivelas, 2 de Maio de 2006.

17 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Meu querido Manel
Para ser sincera, não li, pois estou cansada, mas prometo mal me sinta melhor o fazer, entretanto adorei ver a minha amiga Isabel no teu Blog, para ela um beijinho, e claro para vós os três meus amigos.
Agora um pedido ao meu borrachinho Zé, se me grava a musica linda dum filme que vi vai tantos anos, Dio como te amo! Bigada, bejinhos desta vossa amiga
Andorinha

quarta-feira, maio 03, 2006 12:03:00 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Manel
Obrigado pelas alegrias que me vens dando pelos passeios serenos pela nossa querida cidade.
Quando chegares ao Macuti, não te esqueças da Praia do Régulo Luís e da do Savane onde passamos bons momentos em 1969 nas férias de Verão (último ano que revi a nossa terra) , com os Veludos (Pedro e o Sérgio) e o Paiva.
Um grande abraço do teu "irmão"
AOFranco

quarta-feira, maio 03, 2006 1:46:00 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Manel
Como era de esperar temos cada vez mais malta no grupo.
Vamos devagar para gozarmos tudo.
Ao passarmos no cruzamento da farmácia Beira, a tal do Dr. Tzitzivacos, lembrei-me na aventura que eu e o ...,sorteados entre a malta e corados de vergonha, nos metemos ao nos dirigirmos ao balcão da farmácia para comprar os nossos primeiros preservativos. Tinhamos 14 ou 15 anos e a primeira aventura.
Já que chegamos ao S.Jorge deixa-me recordar o cravanço que a malta fazia no fim do ano escolar para irmos jantar ao Oceana.
Era um grupo de um lado e outro do outro da largo do S. Jorge paravamos os carros e cheios de lata lá íamos cravando a malta alegando que era para um jantar dos que tinham chumbado. O dineiro dava sempre para ir comer um bife á Oceana. Depois uma serenata ás Méres.
Bons tempos Amigo...
Um abraço
M.Costa

quarta-feira, maio 03, 2006 1:49:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Querido Manuel Palhares,

Há já um tempito que não visito o teu blog. Andei um bocado estonteada. Tive até uns sintomas esquesitos.

Fiquei muito espantada quando li na Focus ou na Visão? Não tenho a certeza. Mas foi numa destas revistas que costumo comprar semanalmente. Os sintomas por mim sentidos podem ter sido um sinal de alarme. Poder-se-ia tratar de um princípio de acidente cardio vascular...

Só me assustei depois de ter lido o que li.

Agora já estou bastante melhor.

Um beijinho muito afectuoso, da Aida

quarta-feira, maio 03, 2006 3:28:00 p.m.  
Blogger Manuel Palhares said...

Isabelinha,

Espero não levares a mal esta brincadeira de aproveitar o que os amigos me contam sobre as suas vivências e recordações acerca da Beira e fazer deles, com todo o respeito e amizade, personagens das minhas "histórias".
O Liceu teve duas instacões como conto.
Pois é como dizes, minha amiga, o passeio ainda não acabou, mas vai acabar na 4ª parte, julgo eu.
O cemitério ficava à esquerda de quem vinha da Manga e entrava na cidade.
Que saudades desses carros que tinham umas "setinhas" que faziam a sinalização, indicando para que lado se ia virar. Quando não tinham as "setinhas" era com a mão e o braço que se indicava o sentido para onde se ia virar. E os carros que pegavam de manivela...
O que nos vieste recordar. Que bom e obrigado.
Vá, anda, vamos continuar o passeio.
Um beijinho,

Manel

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Minha querida Andorinha Real,

Já "tá melhó, tá"? Com tantos amiguinhos que teve à sua volta este fds, foi só miminhos.
É, a Isabelinha, vem cá quase sempre. É uma boa amiga, como são todas, claro. Obrigado pelos beijinhos e o Zé vai tratar de te enviar umas músicas para alegrar esse coração.
Beijinhos muitos destes três fãs que gostam muito do seu passarinho lindo,

Manel

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Aníbal, meu amigo,

Então que é isso.?! Obrigado sou eu.
Como posso esquecer esse Verão?! Foi o último em que o grupo esteve todo reunido, de novo, depois da diáspora de 1965, quando partimos da nossa amada Beira, para as mais diversas universidades do "Império Colonial Português", ou para a Rodésia e África do Sul. Que sonhos, que ilusões, que saudades.
Um grande e fraternal abraço,

Manel

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Costinha,meu amigo,

É verdade, o grupo tem crescido. A aposta em continuar no "tema passeios" foi tua.
Ah! Ah! Ah! Com que então devagar para gozarmos tudo e para não acabar, não é?!
Eu também passei por uma cena dessas, mas foi numa farmácia em Tete e que estava a atender era uma senhora.
Como me recordo bem desses peditórios e participei em dois.
Bons tempos e que saudades...
Um abraço,

Manel

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Minha querida amiga Aida,

É verdade, já não vinhas cá há um tempo e deixaste muita saudade no meu coração.
Apesar do que leste nas revistas, se sentistes sintomas esquisitos, não seria melhor consultar um médico? Eu penso que sim. Faz-me esse favor e depois conta-me como te vais sentindo.
Um beijinho carinhoso,

Manel

quarta-feira, maio 03, 2006 5:36:00 p.m.  
Blogger Manuel Palhares said...

Isabel,

Pronto, pronto! LOL!
Tu dizes a brincar, mas estás-te a tornar, ou já és, uma das emergentes vedetas de VP.E isso deixa-me muito contente, porque julgo que te tem feito bem.
Um beijinho,

Manel

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Laura Lara,

Olá! Muito obrigado pela tua visita e pelas tuas amáveis palavras.
Que alegria ver-te por aqui.
Um beijinho,

Manel

quinta-feira, maio 04, 2006 3:04:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Querido Manuel Palhares,

Só agora li na integra a vossa excursão pela Beira.

Os teus diálogos são tão vivos. Até me parecia que eu própria fazia parte da excursão.

Todavia, nada tinha a dizer sobre os colégios. Também estudei num colégio de religiosas: O Colégio da Imaculada Conceiçõa, em Viseu.

Adorei e não me lembrei de ter contado um roubo de fruta que cometi neste mesmo colégio:

Subiamos as escadas ( eu e outra colega chamada Evangelina que foi enfermeira no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. A Evangelina era mais velha uns dois ou três anos que eu. Era uma rapariga com uma personalidade muito forte e que exercia um grande fascínio em mim.

Pois bem, vamos ao roubo da fruta:
Havia um abrunheiro que dava uns abrunhos dum vermelho escuro e muito apetitosos. Escusado será dizer que era proibido colhê-los. Eram-nos distribuídos no refeitório como sobremesa.

A Evangelina, denotando um grande à--vontada, colheu um que estava mesmo à mão de semear.

Eu, como um autómato repeti o gesto e senti-me uma heroína por ter sido capaz de tal feito!

Eu era considerada uma menina obediente e bem comportada.

Há uma explicação para tal fama:- Não gosto nada de arreliar as pessoas.

Um beijinho muito carinhoso, da Aida

segunda-feira, maio 08, 2006 5:09:00 p.m.  
Blogger Manuel Palhares said...

Minha querida Aida,

Muito obrigado pelas tuas sempre amáveis palavras, as quais, por vezes, não sei se mereço.
Gostei muito de ler a tua história do colégio em Viseu. Muito bem! És uma querida muito fofinha.
Um beijinho, com carinho,

Manel

segunda-feira, maio 08, 2006 5:42:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Amigo
Como só há pouco tempo o meu filho me deu este computador, ainda não tinha feito esta maravilhosa viagem pela Beira. Fantático meu amigo!!Que bem que tudo é descrito. Eu que já lá não vou vai para 30 anos, senti que estava a viajar com todos vós e reconheci cada lugar que descreve. Também eu, e era uma miúda entrei na peça do Principe Rosival, entrava numa dança que era "nós somos as floristas" e a Sra. modista que falam e era mãe do Plágio Correia, foi minha modista e da minha mãe. Meu Deus que saudades.

Um abraço

Teresa

domingo, janeiro 14, 2007 1:38:00 p.m.  
Blogger Manuel Palhares said...

Teresa, minha amiga,

Fico contente por estares a dar os primeiros passos neste novo mundo que é a internet.
Há uma coisa que te quero dizer desde já: estes passeios são ficção, não existiram a não ser na minha imaginação - é assim que eu imagino que decorreria um passeio, se lá fosse numa excursão com os amigos, como aquelas que vão acontecer no próximo mês de Agosto, quando se comemorar o 1º Centenário da Cidade da Beira. Como eu gostava de lá ir, meus Deus!
A mãe do Plácido também foi modista da minha mãe e já estive com ele aqui em Portugal.
Aparece mais vezes e, até lá, um beijinho,

Manuel Palhares

domingo, janeiro 14, 2007 5:40:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Amigo Manuel
Então esse passeio foi ficcão, que bela imaginação!!!! Está tudo tão bem descrito que eu me convenci que o grupo tinha mesmo ido lá. Como já disse eu morava à frente dos Barretos. Era mesmo ao pé do primeiro Liceu. Eles também tinham uma irmã que era a Ester Maria e foi com essa que eu ainda miúda me dei mais. A irmã mais velha era se não me engano Ilda, será? Enfim a memóra já vai falhando, pois já lá vai tanto tempo. Continuarei a aparecer de vez em quando.
Beijinho
Teresa

domingo, janeiro 14, 2007 7:03:00 p.m.  
Blogger Manuel Palhares said...

Amiga Teresa,

Olá, boa tarde!
De novo aqui consigo, para recordar e matar saudades da nossa querida Beira.
Bem me parecia que a sua casa era ao pé do Liceu, quando ele funcionou na Ponta Gea.
Quanto a essas manas Barreto, confesso que não me lembro delas. É como a Teresa diz: já foi há muito tempo e a memória começa a fazer partidas...
Até sempre e um beijinho,

Manuel

segunda-feira, janeiro 15, 2007 6:56:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Senhor
Eu sou o Dr Tzitzivacos o filho do farmaceutico da Farmacia Beira, eu vivo no Sul D'Africa e sou Haematologista. Eu era pequeno quando chegamos aqui, mas as lembrancas da Beira sempre vao ficar na minha coracao e do meu pai que morreu quando vieramos aqui.
Dimitri

quinta-feira, dezembro 27, 2007 9:05:00 p.m.  
Blogger Manuel Palhares said...

Meu caro Amigo Dimitri,

Nem imaginas a alegria que me deste ao deixares aqui estas tuas palavras.
Eu conheço-te desde criança, pois para além de conhecer o Senhor teu Pai, da Farmácia Beira, ele alugou ao meu pai a moradia em que vocês viveram nas Palmeiras.
Gostava tanto de poder trocar mensagens contigo, mas não deixaste o teu e-mail.
Se aqui vieres de novo, deixa-me o teu contacto por favor.
A nossa querida Beira está para sempre no nosso coração.
Um Novo Ano cheio de muita saúde, paz, amor e felicidade, para ti e para a tua família.
Um grande abraço,

Manuel Palhares

sábado, dezembro 29, 2007 2:20:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Estimados amigos Beirenses:
Nasci na rhodesia em 1957 mas fui para a Beira com um mês assim que considero-a como minha terra. Estudei no Colegio Luis de Camoes e era filho de Manuel de Lopo González de la Cal, mais conhecido pelo Sr. González. Quem possa lembrar-se de mim por favor que me escreva
Um abraço cordial
jaimedelopo@polocenter.zzn.com

domingo, fevereiro 03, 2008 8:29:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Senhor Palhares boa tarde.Gostei saber noticias do Dimitri eu andei com êle ao colo,mas não mais soube noticias deles trabalhei com o pai Dr Basilio na altura houve muitas confusões e não mais soube o que se passou,tenho pena êle não ter deixado contacto.Muito obrigada.Cumprimentos
Maria Branca

domingo, abril 27, 2008 8:31:00 p.m.  
Blogger Manuel Palhares said...

Maria Branca,

Há mais de um mês que lhe devo uma resposta.
Obrigado pela sua visita!
Pois é, foi uma pena o Dimitri não nos ter deixado aqui o seu contacto.
Tinha tantas perguntas para lhe fazer...
Um beijinho e até sempre.

sábado, maio 31, 2008 1:43:00 p.m.  

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