Beira Meu Amor

A Beira foi o grande amor da minha vida. Recebeu-me com seis anos, em Novembro de 1950 e deixei-a, com a alma em desespero e o coração a sangrar, em 5 de Agosto de 1974. Pelo meio ficaram 24 anos de felicidade. Tive a sorte de estar no lugar certo, na época certa. Fui muito feliz em Moçambique e não me lembro de um dia menos bom. Aos meus pais, irmão, outros familiares, amigos e, principalmente, ao Povo moçambicano, aqui deixo o meu muito obrigado. Manuel Palhares

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quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Versejar - II


Leva-me contigo à desgarrada
Desafia-me com o primeiro verso
Se me falas na minha amada
Eu só vejo e penso no universo

Falaste em cantatas e sonatas
Para piano, violino, cravo e flauta
Isso é sem dúvida muito erudito
Mas com isso não animas a malta

Cantas bem mas não me enganas
Tu quando cantas o teu fado...
Procuras com garras e ganas
Procuras o teu amado...

Cantas lindo, linda menina
Com tua voz de encantar
Como podes ser tão pequenina,
E ter tanto amor para nos dar ?

Se perdeste o teu amor
Numa flor que murchou
Põe de lado toda essa dor
Porque ele nunca te amou

Com tuas sobras e teus restos
Eu tento versos fazer...
Mas depois só ouço protestos
Porque mais nada há a dizer

Sê simpática não digas tudo
Deixa-me algo para mim...
Porque senão eu fico mudo
Não me tortures assim


Manuel Palhares

Odivelas, 21 de Setembro de 2005.

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