Beira Meu Amor

A Beira foi o grande amor da minha vida. Recebeu-me com seis anos, em Novembro de 1950 e deixei-a, com a alma em desespero e o coração a sangrar, em 5 de Agosto de 1974. Pelo meio ficaram 24 anos de felicidade. Tive a sorte de estar no lugar certo, na época certa. Fui muito feliz em Moçambique e não me lembro de um dia menos bom. Aos meus pais, irmão, outros familiares, amigos e, principalmente, ao Povo moçambicano, aqui deixo o meu muito obrigado. Manuel Palhares

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sábado, maio 31, 2008

CELESTE CORTEZ - O MEU PECADO



Devo à Celeste Cortez um agradecimento pela a sua amabilidade em oferecer-me o seu romance

"O Meu Pecado"!

É um agradecimento muito tardio e com poucas desculpas...

Em Fevereiro mandou-me a Celeste Cortez este e-mail este :

Palhares,

Em primeiro lugar os meus agradecimentos pelo mail.
Depois os parabéns por terem conseguido reunir os 40 e tal beirenses da "lª.fornada" do Liceu Pero de Anaya.
Passaram-se tantos anos e como não convivi muito com essas pessoas, e porque passei (depois do 25 de Abril), 17 anos na Africa do Sul e no regresso não encontrei essas pessoas, .... não reconheci quase ninguem nas fotos, excepto a minha sobrinha Nany Cortez (irmã do Jorge) e a Cristina Leiria, esta porque já nos cumprimentámos em Cascais, onde vivemos.
Mas na Beira conhecia a Ana Maria Viana e outras pessoas, que, provavelmente, pelo pouco convívio, (mesmo lá convivi pouco), não se lembram de mim.
Também andei no Liceu da Beira, mas fiz o curso liceal já de adulta, mãe de 3 filhas.
Em nova andei no Colégio das Meres por algum tempo e tirei um curso comercial por correspondência.
Razão porque muitas dessas pessoas só as conhecia de vista, ou de nome.
Gostaria de lá ter estado... não poderia recordar "os belos tempos que passámos juntos", mas recordaria a Beira, pessoas da Beira, da nossa bela Beira, do nosso Chiveve que imortalizei no meu romance.
E a propósito:No correio de amanhã, envio o romance O MEU PECADO.
GOSTARIA QUE não lhe passasse apenas os olhos por cima. E faça a sua critica. E publique a sua opinião no seu blog, se me quiser ajudar. E se tem amigos com blog, dê-me uma ajuda.
Eu conto com a solidariedade dos beirenses, dos moçambicanos em geral: O enredo é passado em Vila Pery, Beira, L.Marques, mas referi muitas localidades de Moçambique.
A ajuda é muito necessária, porque quando se publica com editora, eles fazem a promoção, põem nas bancas, compra quem quer comprar. Quem publica em edição de autor, tem que fazer a sua própria promoção, a venda da sua obra, para poder continuar a publicar outros livros. Porque um escritor é o que escreve, publica e vende.
Gostaria de fazer a 2ª. edição, e doar os lucros para as cheias de Moçambique. Mas se fizer 500 livros, não é ajuda que se dê. Eles precisam de muito mais.
Espero publicar o 2º. romance este ano. Até lá fico sonhando... com milagres... e continuo a escrever (de noite porque de dia trabalho num escritório de que sou sócia e não posso abandonar, enquanto não vender o local e a sociedade).
Sinto-me também feliz porque criei empregos (poucos é certo) e tenho contribuido para ajudar a criar muitos empregos: jardinagem, limpezas, empresas de pinturas e conservação de edifícios. Claro, tenho uma empresa de Administração de Condomínios. E consigo ter a paciencia de ainda estar com os condomínios que angariamos desde o ano 2000, ou serão os condóminos os pacientes?
Com um BEM HAJA.

Celeste Cortez

Relato do que se escreveu por altura do lançamento do seu livro em Setembro de 2007!

Foi hoje apresentado ao público, o romance de Celeste Cortez "O Meu Pecado", na Biblioteca de Carregal do Sal.
A autora viveu vários anos em Moçambique, tendo regressado a Portugal depois de 1975 e este é o seu primeiro romance, para além de várias participações em jornais.
Obras como esta, juntam-se à literatura que conta, ficcionando, momentos da nossa vida colectiva, de países com História comum.
Conta vidas singulares no contexto dos últimos trinta anos.
Daí o interesse, pelo aflorar de um tempo que faz parte da História.
Reconhecimento de factos concretos, de paisagens, de acontecimentos, para alguns e descoberta para outros.
Testemunho de uma época que é necessariamente vista com visões diferentes, dependendo do lado em que foi vivida. Testemunho, no entanto.
Vão agora surgindo obras em que os ambientes, as histórias, os factos, se situam nas ex-colónias portuguesas, mas são ainda poucas, para o muito que há a dizer. E para o modo como se conta a realidade.
Da contra-capa do livro:
MOÇAMBIQUE 1964.
Descrevendo algumas localidades de Moçambique - Vila Pery, Beira, Lourenço Marques e referindo outras - este romance narra uma paixão, entre um capitão médico do quartel de Vila Pery, e uma jovem órfã, filha de um médico.

Caros amigos, se estiverem interessados nesta obra de amor, podem fazer os vossos pedidos para a Celeste Cortez, que vos enviará o livro, à cobrança, via CTT:

celeste.cortez@hotmail.com


Com amizade,

Manuel Palhares

P.S.: Obrigado Celeste e um beijinho!

Odivelas, 31 de Maio de 2008.

2 Comments:

Blogger tulipa said...

Olá Manuel

Há muito que não o visito.
Ando para aqui atrapalhada para fazer um trabalho sobre a minha infância e juventude e, recorro ao seu blog que é uma delícia para quem nasceu na Beira, há 53 anos.

Também quero dizer à Celeste que também fui aluna do colégio das Meres, na Beira. Não sei se somos do mesmo ano de estudo; eu entrei para o colégio em 1963.

Sucesso para o livro da Celeste.
Beijinhos Manuel.

domingo, junho 29, 2008 2:39:00 da tarde  
Blogger Manuel Palhares said...

Tulipa,

Obrigado pela visita e pelas palavras que aqui nos deixa.
Ainda bem que o blog a ajuda no seu tabalho: só por isso já valeu a pena!
Quanto à Celeste, é uma menina dez anitos menos nova que a Tulipa. Ah! Ah! Ah!
Um beijinho para si,

Manuel Palhares

domingo, junho 29, 2008 6:07:00 da tarde  

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